O Herpes é uma doença muito comum. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que mais de 500 milhões de pessoas no mundo estão infectados com o vírus. Contagiosa, infecciosa e geralmente benigna, a doença é causada por dois vírus: o Herpes Tipo 1 e Tipo 2. O primeiro é conhecido como herpes labial, aparece após contato íntimo com uma pessoa que tenha contraído a doença, seja por meio da saliva, do compartilhamento do mesmo copo, etc. Já o Herpes Tipo 2, urogenital, é causado pelo contato indireto, como uso de banheiros públicos, ou pelo contato íntimo sexual. Ambos são chamados de Herpes Simplex.
Outro vírus, da mesma família, porém mais traumático, é o Herpes Zoster. Trata-se da reativação do vírus da varicela (catapora) que a pessoa já havia adquirido, provavelmente na infância, porém são casos raros.
Para prevenir e evitar o contágio deve-se evitar o contato íntimo com pessoas que adquiriram a herpes labial e genital e utilizar preservativos quando um dos parceiros tiver lesão ativa. Para as pessoas que nunca contraíram catapora ou que não foram vacinados, é fundamental ficar longe de cidadãos com Herpes Zoster.
Apesar de não ter cura, é possível minimizar os efeitos do herpes. Segundo o infectologista do Hospital São Camilo, José Ribamar Branco, o tratamento é realizado por meio de medicamentos antivirais orais e pomadas, além de analgésicos. As doses e o tempo de tratamento variam conforme o tipo de Herpes. “Se o tratamento for iniciado em até 72 horas, há possibilidade de encurtar o surto e reduzir os sintomas da doença”.
Se não tratado o problema pode evoluir para outras doenças mais graves. No caso de herpes ocular, pode ocasionar perda parcial da visão ou cegueira permanente. Já o herpes genital, pode gerar um estreitamento da uretra e infecções genitais recorrentes.
As complicações do Herpes Zoster são ainda mais graves, podendo ocorrer nevralgia pós-herpética (dor e danos nos nervos mesmo após as bolhas desaparecerem), perda de visão, problemas neurológicos e infecções cutâneas.

